segunda-feira, 31 de maio de 2010

de um lado, este carnaval

Sério, não sei de onde vem todo esse cansaço.
Ou melhor, até sei. Semana atribulada cheia de provas e trabalhos, eventos no final de semana (alguém aí estava sabendo do Fórum Mundial da Aliança das Civilizações? pois é, eu fui) e mais outra semana igualmente conturbada, que se inicia hoje. Incrível como de repente as horas de um dia são insuficientes para se fazer tudo o que se planeja, não?

Voltando ao início, o que não sei é como estou me deixando abater tão fácil. Sempre que posso e chego cedo em casa, durmo pelo menos umas 5 horas, sem interrupções. Não me lembro de um dia de semana passada em que eu não tenha me estressado com algo. Chego à conclusão de que preciso urgentemente de férias, e isso porque quando passei no vestibular a primeira coisa que veio à minha cabeça foi "hah, moleza". Ledo engano: por que diabos, pergunto eu, preciso aprender, ou melhor, fazer prova de Macroeconomia? Jurava que ia me ver livre (e já não era sem tempo!) da maldita Matemática e as peças que ela quase sempre adora me pregar. Por outro lado, embora a carga de leitura seja extensa e atualmente - devido às provas - cansativas, estou adquirindo um maior gosto pelo material que leio. Não sei se é por estar ingressando em assuntos que enfim me são familiares de tão sabatinados no colégio ou se é porque finalmente estou me identificando com o curso. De tão empolgada que fiquei comecei até a comprar uns livros de leitura complementar, olha que dedicação! rs.

Mas mudando inteiramente de assunto, fiquei feliz pelos dois comentários que recebi no post de ontem. Um eu já previa mas o outro foi inesperado e agradeço a ambos. Aliás, comentários, por mais que sejam bem-vindos, sempre irão me surpreender, visto que não fiz deste blog algo oficial e propagandeado pelo orkut e afins. Simplesmente não vejo necessidade disto (por enquanto).

Para finalizar (sim, eu pretendo não escrever posts tão grandes), queria deixar algumas frases interessantes que eu li sobre o século XX, período retratado no livro Era dos Extremos, de Eric Hobsbawm. Comecei a leitura há dois dias e estou gostando bastante, até porque a temática é algo bem mais palpável pelo menos pra mim, já que envolve as guerras mundiais, ascensão do socialismo e crise do sistema vigente, assuntos bastante explorados nas aulas de História. As seguintes citações estão presentes em um pequeno pós-prefácio que antecede o primeiro capítulo da obra:


"Não posso deixar de pensar que este foi o século mais violento da história humana." (William Golding, escritor)

"A principal característica do século XX é a terrível multiplicação da população do mundo. É uma catástrofe, uma tragédia. Não sabemos o que fazer a respeito." (Ernst Gombrich, historiador da arte)

"Se eu tivesse de resumir o século XX, diria que despertou as maiores esperanças já concebidas pela humanidade e destruiu todas as ilusões e ideais." (Yehudi Menuhin, músico)

"Os historiadores não têm como responder a essa pergunta. Para mim, o século XX é apenas o esforço sempre renovado de entendê-lo." (Franco Venturini, historiador)


Não é triste saber que tudo isso foi causado pela e para a humanidade?

domingo, 30 de maio de 2010

rumo ao êxtase

Pensei muito sobre esse blog antes de iniciá-lo. Devo dizer antes de mais nada que a idéia me veio hoje, após ler o primeiro post de uma... conhecida - na falta de palavra melhor - em seu próprio blog. Eu já havia pensado inúmeras vezes em criar um, mas a lembrança de que paciência não é uma das minhas melhores qualidades sempre me segurava. Com o tempo, novas coisas mais interessantes para fazer iam surgindo a cada vez que esse pensamento voltava, e deixei a idéia esquecida até então.

First of all, imagino que seja melhor me apresentar. Meu nome é Olívia, tenho 18 anos e mentalidade de 50. Meu signo é sagitário (às vezes é importante comentar esse tipo de coisa), faço Relações Internacionais e não, não tenho a menor idéia de como vai ser meu futuro ou o mundo daqui a 10, 15, 20 ou 30 anos. Sei das coisas que pretendo realizar, dos objetivos que pretendo alcançar e só, pois sou do tipo que acredita em um futuro pertencente a Deus. Possuo, como todos que conheço (e provavelmente os que não conheço também) algumas qualidades que me alegram e infelizmente, alguns pontos ruins que gostaria de mudar. Gosto de ouvir música, ficar direto no pc, de ler coisas interessantes e, principalmente, das pessoas. Apesar do meu gênio difícil (uma das coisas que estou procurando modificar, aliás), acredito que numa maior parte do tempo consigo lidar relativamente bem com a maioria dos que conheço.

A respeito do título deste blog.
Pra ser sincera, eu nunca nem ouvi essa música. Sim, é uma música da cantora Sarah McLachlan (conhecem?), cuja letra me parece bastante inspiradora, vendo agora. Na realidade, esse título me surgiu ao correr os olhos pela minha lista musical do Media Player e ver essa frase, que na verdade nomeava o disco da cantora. Gosto bastante de algumas músicas da Sarah, mesmo sem conhecer a fundo seu trabalho. De qualquer maneira, identifiquei-me com este título e achei que teria um efeito interessante. Rumo ao êxtase... é, eu realmente curti essa frase.

Não queria ter escrito tanto, mas penso agora que talvez isso não fosse possível. Talvez eu esteja sendo formal demais, um segundo pensamento. Um blog deveria em sua essência ter um quê de informalidade, pois não? Quem sabe, talvez eu descubra isso nos próximos posts, com a quebra do meu humor (e paciência) disposto a explicar tudo de forma tão impessoal. Talvez o hábito de escrever aqui acabe me salvando e modificando o modo como enxergo e passo adiante o que penso. Espero de verdade que sim, ou então esse blog se resumirá a redações intermináveis, quase um livro escrito em prosa. Não é isso que quero. O que quero... bem, isso eu ainda não sei ao certo, mas pretendo descobrir.

É... nos vemos por aí.

All the fear has left me now
I'm not frightened anymore.
It's my heart that pounds beneath my flesh.
it's my mouth that pushes out this breath

and if I shed a tear I won't cage it.
I won't fear love
and if I feel a rage I won't deny it.
I won't fear love.